Apesar das múltiplas possibilidades que a internet nos dá em termos de promoção de artistas, um enorme funil de qualidade continua sendo o velho e bom boca-a-boca, ao vivo e a cores.

Especialistas da área dizem que, apesar de ferramentas da internet serem eficazes para atingir novos públicos, o boca-a-boca é algo que realmente determina o sucesso de uma banda em tempos de internet, sobretudo aquelas ofuscadas pelas massivas ações de marketing implantadas pelas majors.
Se por um lado a internet abre espaço para milhares de bandas se exporem, gerando um número excessivo de artistas que se promovem ao mesmo tempo, por outro oferece ao consumidor uma maior possibilidade - e liberdade - de escolha daquilo que melhor lhe soa aos ouvidos e, neste caso, a qualidade predomina. Quanto mais informação ele tiver, maior a capacidade de absorver coisas novas e de se escolher de forma mais livre.
Por isso, acreditamos que á preciso encontrar formas para conciliar o uso inteligente da internet, com suas múltiplas ferramentas já existentes e a serem criadas, com uma divulgação real e humana.
O Rio de Janeiro é uma cidade propícia ao encontro, aos programas ao ar livre, à praia no fim da tarde.
Podemos pensar em uma base de dados tridimensional que possua 3 grandes linhas:
- o perfil de seres humanos reais, coletado exaustivamente pela areia da praia, nos bares lotados, nas noites da Lapa, nos grandes shows que reúnem multidões.
- o perfil de seres virtuais coletados em sites de relacionamento (Orkut, FaceBook, MySpace, etc) e no Second Life.
- o perfil de bandas e músicos emergentes, com detalhamento sobre estilo, influências, conceitos, etc.
O cruzamento dos três universos através de uma matriz de análise de valor poderia apontar de maneira bastante precisa o nicho específico daquela banda, por onde o boca-a-boca poderia se propagar de forma mais eficiente.
A partir disso, poderão surgir novas idéias de suporte, algumas adaptadas apenas à realidade local, mas suficiente para selar aquela relação.
Uma coisa é certa: o mais importante de tudo é que o músico se dedique a fazer boa música e que deixe toda essa parte formal com o produtor, pois todo o resto depende apenas do trabalho dele...
Esse não é um trabalho conclusivo sobre a questão. O que o grupo fez foi uma reflexão sobre a situação atual do mercado musical, tentando tirar proveito das novidades que estão no ar. Não estamos oferecendo nenhum produto final pronto e acabado e sim apontando para novas possibilidades de se inovar no mundo da música.
E como tudo hoje é interativo, adoraríamos ler seus comentários sobre os temas aqui tratados!!